sexta-feira, 27 de abril de 2012

De um coração selvagem.


A gente vai se jogando
Entregando cada gota de suor, de alma.
 E chagamos ao extremo, onde o toque torna-se possível.
A gente se aceita melhor, ao menos a gente deixa de se negar.
O peito aberto e um coração selvagem batendo a galopes de presentificações.
A gente vai sendo mais gente,
a medida que a gente vai,
no rumo certo, na direção do alto.

Por Rafaelle Melo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Despretensiosamente.




Me incomoda quando não chego à alma. A alma é sempre a meta, o que interessa. Às vezes sinto como se só tivesse alma, e tudo que faço é gastar a vida buscando a forma de tocá-la, dar a ela vida própria. Parece-me justo visto que é ela que me dá a vida.
Sei que a vida é uma constante inspiração e olho atenta a tudo, tudo me interessa. Me move e em cinéticas me contorço em alegrias. Permaneço sentindo-me pequena, embora me veja rasgada por dentro, por falta de espaço. Traio-me nas minhas próprias linhas, em especial aquelas que não escrevo. Elas nascem, ganham vida, por vezes ficam independentes de mim, e morrem em um papel rasgado, fingindo nunca terem existido. Sepulto-as com a minha contradição de potencializar a todos, menos a mim.
O meu tempo é contado nos ponteiros dessas linhas que sobrevivem ao espírito suicida da minha criação. Sobreviveram ao medo inerente de minha natureza de me permitir ser.


Não...Esse não é meu melhor texto. Ele é apenas um grito libertador e despretensioso de poder mostrar também o que julgo ruim e de aceitar o que não é tão belo, inclusive em mim. Quem sabe assim eu consiga escrever sobre coisas importantes.

Por Rafaelle Melo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ciclo de uma saudade.



Ansiando por descobrir o arco íris de tantas formas de amor, eu, no caminho leve pelas estradas que possuem pegadas a mais que duas. São suas essas marcas diárias de afetos múltiplos. É seu o cheiro doce de novidade e toda essa desenvoltura de me lançar no amor, de refletir meu melhor e apontar-me para frente. É teu o sorriso de criança livre, que me liberta para ser como sou e ser melhor. É a tua voz o norteador dos passos meus e é das tuas canções que eu sinto falta, quando acordo, naqueles dias em que tua ausência visita-me trazendo teu recado: - “Venho já”. Aguardo, ansiando...

Por Rafaelle Melo.